quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Gran Canária

Dois dias foi o tempo que arrajámos para umas voltas, insuficientes, à ilha. De carro claro. Tivemos de alugar um com 6 lugares o que encareceu e limitou também o tempo. Vale que o combustível é bem mais barato do que em Portugal. Por vezes nem chega a um euro o litro! 



No primeiro dia saímos já tarde da capital e apontámos ao interior. Primeiro uma verdadeira autoestrada de 3 faixas e que num ponto chegou a ter cinco! Esta importante via litoral de uns 80 km, e que une a parte norte, onde se situa Las Palmas, com o sul, zona turística das praias, está cheia de tráfego muito intenso. Nem quero imaginar no Verão. Ao fim do dia para entrar na cidade as bichas de automóveis são intermináveis.



A meio do caminho corta-se para o interior montanhoso. Perdemos a estrada ampla, para uma, ainda que com bom piso, retorcida de imensas curvas e de forte inclinação. Subimos assim até 2.000 metros com vistas deslumbrantes. Verdes a contrastar com o cinzento desértico de Lanzarote e Fuerteventura. Lá em cima almoçou-se mal e caro, mas com boa disposição. 











Não conseguimos ver a zona com as casas nas cuevas, mas ainda se viu como se vive nalgumas zonas da ilha de modo tradicional. Literalmente dentro da rocha com  portas e janelas.


O regresso tinha hora marcado para ir-mos buscar a Anne Marie ao aeroporto. A mulher do Rui ainda ficou uma hora à nossa espera. Com aquelas estradas até chegámos cedo. ..
A Anne far-nos-á companhia até largarmos dia 9 e voltará a vir ter connosco em Saint Lucia.

O segundo dia foi dedicado ao sul, para a zona dos turistas. Praia do Inglês, Maspalomas e outros nomes sonantes dos folhetos das agências de viagens. Depende dos gostos, mas a mim não me apanham ali de férias. Uma indústria bem oleada e montada para receber sobretudo alemães e ingleses. Coitados.












Seguimos até ao fim da autoestrada que trespassou vários quilometros de túneis até chegarmos a Puerto Mogán. Que local encantador. Também turístico, mas mais comedido.












A marina está cheia de nórdicos onde também se amarra à mediterrânea para arranjar mais espaço. 












Foi aqui que almoçámos. Para o que comemos não foi barato, mas estava bom.
Após um passeio digestivo pela pequena vila,  foi altura de regressar.











Como impressão final destas voltas, parece haver claramente uma zona fortemente virada para captar as massas (todas, entenda-se), e outra mais voltada para o gozo da natureza, com caminhos e espaços para usufruí-la. 














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