quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Las Palmas

São mais de 350.000 habitantes nesta cidade insular, capital do arquipélago desde o século XV.
Tem tudo, como qualquer cidade grande. Como é natural, estando praticamente cercada pelo mar, a actividade gira em torno deste interesse.

Aida
Um belíssimo porto comercial onde atracam diariamente navios de passageiros, alguns que tocam também em Lisboa, como o AIDA.











Marina de Las Palmas 

A marina de recreio tem capacidade para cerca de 400 barcos e milhares de baratas. Aqui podemos apreciar veleiros de outro mundo. Tudo o que é abaixo de 55 pés é pequeno. De momento, temos dois veleiros com mais de 100 pés. Um de luxo, o Win Win, e outro virado competição, o Leopard, que leva mais de 20 tripulantes para bater recordes. E quase todos os dias chega mais um. De sonhos! 











 Win Win de 104 pés!

Kings Legend
Sagitta











Dois clubes náuticos de fazer inveja, ambos com piscina, ginásio, escolas de vela, marina, anfiteatro, internet de borla, zona social que os socios ocupam diariamente, algo pouco habitual nas nossas terras. O centenário Real Club Náutico de Gran Canária, apesar do seu estatuto, oferece no seu restaurante refeições a 8 euros! Aqui ao lado, o Club Varadero recebe-nos por cerca de 1 euro por dia! 











Instalações do Real Club Náutico

Las Palmas acompanha a modernidade da "península"  (é assim que eles aqui referenciam a Espanha Ibérica; até parece que já estamos integrados. Serão resquícios dos tempos dos Filipes?): centro comercial moderno, construções, espaços públicos, engarrafamentos, buzinadelas, ambulâncias, túneis, avenidas, ruas. Algumas bem estranhas...












Zona portuária reconvertida


A cidade tem tudo: museus, jardim botânico, lojas de chineses e coreanos e outras nacionalidades (uma filial do Martim Moniz), Corte Inglês (2 edificios grandes, de 6 pisos), artigos náuticos que não temos em Lisboa, supermercados com praticamente tudo. Só não consigo encontrar cachaça para repor o stock. Desde Lanzarote que não temos caipirinha a bordo. Uma secura!












Filial do Martim Moniz  e  Mercado Central

Uma marginal com vários quilómetros, uns oito, onde se passeiam, correm, ciclam diariamente as pessoas. Duas praias. Uma no porto, e outra em mar aberto.

Praia do Porto ou de Alcaravaneras




Praia de Canteras


Para conhecer a cidade, nada como andar a pé, mas às vezes temos de usar o táxi, quando vamos para uma zona mais afastada, como o bairro da Triana, uma zona pedonal que se anima à noite, a Vegueta, a parte mais antiga da cidade.



Bairro Vegueta













E um tempo maravilhoso para usufruir de isto tudo.

Feira de velharias (rastro)
Mas também têm bairros socias e de pessoas mais desfavorecidas, que se assemelham a verdadeiras favelas. As suas casas descem coloridas das montanhas. Pior ainda, quando se veem verdadeiros bairros de lata, nas orlas. A modernidade também tem disto.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Os 77 do Rui

Hoje o Rui faz 77 anos! Caramba!! Está numa forma de um miúdo de 50 anos.
Um tripulante activo.

Ao pequeno almoço, hoje reforçado com croissants oferecidos pelo aniversariante, a tripulação do ALLEGRO ofereceu o seu presente: um chapéu de cozinheiro e respectivo avental personalizado.
O JOVÉM do dia, exibindo as prendas
Depois fomos até à parte velha da cidade, o bairro Vegueta, onde percorremos as ruas, enquanto o Rui atendia o telefone com muitos parabéns. Num café, mais umas cañas para refrescar do calor que se faz sentir.

 

 
 
 
 
 

 

O almoço foi num restaurante local, com direito a bolinho com vela. Quatro vozes desafinadas num coro, lembraram-lhe que fazia anos.
 



 
 
 
 
 

 


Ao jantar continuaram as comemorações deste dia. Um bolo de chocolate cozinhado pela Manuela e devidamente decorado com duas enormes velas. Desapareceu num ápice, e com as luzes ligadas...

 
O Rui com a alegria e vontade de viver torna-se um exemplo. Quando for grande, quero ser como ele...
!! PARABÉNS RUI !!
 

La Cuisine

Uma dos aspectos mais importantes destas viagens de barco é a cozinha. Um estômago reconfortado é meio caminho para o bom ambiente a bordo. 
Para isso, levamos o nosso cozinheiro. O Rui, além de um excelente companheiro e marinheiro, é um óptimo cozinheiro.







 
 

 

 
 
 
 
 

 
 
 
 
Cozinheiros do Allegro em plena laboração

Mas calha a vez a todos na cozinha. Nem que seja a lavar os pratos, tarefa dispensada ao cozinheiro.

 Comandante também lava loiça
A faina da loiça

 

 
 
 
 
 

 
 
Cozinhar a bordo não é uma tarefa fácil, sobretudo a navegar. O barco inclinado, tudo a fugir do lugar... Imagine-se a cortar uma cebola ao ritmo da ondulação.  Mais forte, mais ritmo, maior risco no decepar um dedo!

Mas os artistas, o Rui no mar e a Rita e eu em terra, lá se safam a apresentar os seus pratos à mesa. Sempre quentes e variados. Geralmente um prato "sólido" ao almoço e uma sopa ao jantar. Em terra, seguimos o mesmo esquema.
 
Servir o caril
Mesa posta!



 

 

 
 
 
 
 
Ao pequeno almoço também não falta nada: leite, café,  iogurtes, doces, pão (por vezes, feito a bordo), queijo e fruta, normalmente kiwi e banana.
As sopas, são de legumes, conforme o disponível na despensa.

O atum da Manuela
Ervilhas com ovos escalfados, timbale de pato à Allegro, massas à bolonhesa e carbonara ou com atum, arrozes de toda a maneira e feitio - onde destaco o de tomate malandrinho e o risotto de pato e cogumelos -, strogonoff, bifes, tortilha, feijoada de choco, arroz de cherne, açorda, um sem fim de opções para todos os apetites.

A fruta mais apetecida é o melão fresco. Não sei como os espanhóis fazem, mas é sempre doce.

 
Arroz de cherne
Arroz negro



 
 

 
 
 
 
 Como as origens do Rui passam por África, o inevitável picante está sempre presente. Uma referência especial ao "achar" uma mistura picante com limão, feita por ele. Um verdadeiro vulcão de assustar indianos.

Como se pode ver, tentamos variar. Ainda não conseguimos repetir uma ementa!
 
Toalha nova na mesa
 
E ainda faltam os menus de peixe! Vou ter de participar com alguma pesca. A primeira tentativa, foi de afinação, para limpar o isco. Da próxima, é que é! Até já estou a ler um manual de pesca em alto-mar.
Até agora as únicas queixas são "de que estamos a engordar"...

Quero mais!!
 

Blog Allegro 2015

Quem quiser mais notícias da nossa viagem no ALLEGRO, tem também outro blog, o da Manuela e do comandante Luís: http://www.allegro2015.blogspot.pt/ 
É outra visão, que completa as nossas informações. 

Allegro2015.blogspot.pt 
 

 

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Museo Naval

Aqui em Las Palmas, existe uma importante Base Naval cuja missão é controlar as águas deste arquipélago. Devido à sua proximidade com o continente africano, torna-se automaticamente uma das portas de entrada da emigração clandestina. A distância mínima é cerca de 50 milhas, ou nem tanto. Uma lancha rápida percorre esta distância facilmente em duas horas...
 

Nesta Base Naval existe também o Museo Naval, virado sobretudo para a história náutica das Canárias. 


É um museu pequeno, mas interessante, que guarda algumas memórias de combates e acções, como a derrota de Francis Drake, quando pretendia saquear Las Palmas.
Tem vários modelos, instrumentos, diversa cartografia e outras peças relacionadas com a marinha.

 


 
 
 
 
 
 

 
Tem uma falha costumeira quando a gestão deste tipo de museus está por conta de militares: a história da "outra marinha", a comercial, as pescas e a de recreio.
Esta última, tem uma boa referência no Real Club Nautico, mas sem ser museológica. Mas dá para ter boa uma ideia da actividade vélica nestas ilhas, que fornece velejadores campeões (olímpicos, espanhóis, europeus e mundiais). 

 


 
 
 
 
 
 
 
Tirma de 1910
 
 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Curiosidades 1

Sem querer, fizemos uma pequena experiência a bordo.
Numa garrafa de 1,5 litros de Coca-Cola, vazia e limpa para reaproveitar, o Rui resolveu enchê-la com um dos seus chás, que o mantêm em forma.

Com o chá ainda quente, encheu a garrafa e deixou-a arrefecer, antes de a guardar no frigorífico. 
No dia seguinte, retirou-a para se servir. Vejam na foto o resultado:

As garrafas são (eram) ambas de 1,5 litros
Seria do chá? Da garrafa? Talvez um fenómeno de termoretractitilade plástica...
O certo é que se deitou fora, a garrafa e o conteúdo.

domingo, 19 de outubro de 2014

Fogo na marina

Hoje à tarde, sábado,  o Luís e a Manuela, que ficaram pela marina, testemunharam momentos de aflição num pontão. Fumos e chamas desenrolavam-se nos céus a partir de uma lancha de uns 10 metros. Sirenes e helicóptero surgiram pouco tempo depois.

 
Uma lancha de salvamento interveio e a lancha em chamas foi rapidamente retirada do meio dos outros barcos no pontão e afastada para próximo do estaleiro onde dois carros de bombeiros limitaram-se a apagar o destroço.



Felizmente, no meio da infelicidade, apenas este barco foi afectado, sem vítimas.