sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Nacionalidades

Para uma cidade insular, Las Palmas tem grande movimento. Um dos motores económicos é a passagem de inúmeros veleiros de todo o mundo, que atravessam o Atlântico rumo às Caraíbas.

É um ponto de partida que a World Cruising Club usa na travessia do Atlântico, de Este para Oeste. Existem duas modalidades: a chamada ARC, que vai directamente para Sta. Lucia nas Caraíbas e a ARC+, que vai para o mesmo destino, mas via Cabo Verde. A nossa opção, como não podia deixar de ser, é pelo Mindelo.

Se no primeiro caso existem mais de 300 barcos inscritos, no nosso grupo seremos cerca de 60.


Em Sta. Lucia, a grande maioria ficará a vaguear pelas ilhas caribenhas e uma pequena parte (uns 30 a 40) seguirá para a volta ao mundo. Nós vamos nesta!

Com tantos barcos aqui nas Canárias, o número de nacionalidades é impressionante.
O nosso barco está entalado entre um australiano e um belga. À popa, um alemão.  Um pouco mais ao lado, um polaco e um norte-americano. Franceses, suecos, irlandeses, ingleses, italianos, canadianos, uma incontável disparidade de línguas. Até da Suíça, um país do interior na Europa, sem acesso ao mar e com uma marinha mercante bem maior que a nossa.
Espanhóis não vale a pena referir, estão em casa e em maioria.




 

 

 

 



Portugueses, somos só nós. O Magelanus é também de portugueses, mas vai disfarçado de belga. Podíamos e devíamos ser mais, mas já somos alguns.

Cabe-nos a grande responsabilidade de representar as tradições dos nossos antepassados. E com muito orgulho, pois fomos nós que abrimos estes mares ao mundo.

 
 

3 comentários:

  1. Zé Pedro
    Está aí um barco com registo USA que se chama Maravilha e o armador tem um nome bem Tuga : Victor Pinheiro.
    Será também Português ?

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  2. João,
    vou indagar e depois digo alguma coisa.
    Está por cá também um catamaran de nome Manuela com registo no Funchal. É de um português, holandês de nascimento.

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