Largámos
às 12 badaladas da matriz de Lagos.
Apesar do vento contra, este era fraco e o
motor resolveu facilmente o problema.
Primeiro meio dia sem problemas. À medida
que nos afastávamos a ondulação crescia, não muito, mas um pouco desencontrada.
Os
estragos começaram ao segundo dia. Estava previsto. Aguentaram-se bem a Manuela
e o Rui. Mas
com o Rui na cozinha, esta não fechou. Com
o famoso "hospital rice", os estômagos ficaram reconfortados, e
prontos a enfrentar os momentos que se seguiam.
| Manuela e Luís |
Para nos distrair apareceram os golfinhos, quase todos os dias. Numa das vezes, eram uns dez em linha, em saltos de perfeita sincronia. Melhor, nem num espectáculo circense.
A
Manuela lia como se estivesse numa sala, o Rui planeava os cozinhados, o Luís
resistia ao mal-estar, eu tentava dominar as tonturas.
| Rita e Pk |
Mas
comeu-se bem. Este Rui é de primeiríssima água... de mar! As doses do tipo
"Sousa" foram devoradas por todos. Cozinha de mestre: sólidos ao almoço e sopa quente com
obstáculos à noite.
Não
nos apeteceu pescar. Ficará para quando rumarmos a Cabo Verde. Ainda caiu no convés um
peixe-voador, mas a tentação não chegou para nos mover.
Gostei muito da fotografia com os panos da loiça ao vento :). E, claro, de saber que a primeira "perna" chegou a bom porto. Boa largada rumo ao Mindelo!
ResponderEliminarbeijos e saudades da terra!
Mónica
O sonho do Sonho
ResponderEliminarOlhei para a proa e vi o Sr. Zé a anotar o pedido da carbonara do LR, com muito queijo, a sopa do JS e a minha lasanha; virei-me para Bombordo e lá estava o Marquês, quieto e sisudo como habitualmente, apontando a Sul.
Virei-me para Estibordo e avistei Lanzarote parecendo estar a acenar-me feliz com o fim desta primeira perna escolhida como destino.
Mas … onde estava eu? Preparava-me para compreender esta confusão e perceber se estava literalmente a sonhar ou a viver o Sonho da minha Vida quando a voz do skipper nos avisou para nos prepararmos para a chegada.
E foi a faina habitual: cabos prontos, defensas em posição, contacto VHF para as indicações da doca, velas recolhidas, motor ligado e em ponto morto e muita, muita, atenção.
Chegámos! Amarrações concluídas – mesmo com um estúpido, embora ligeiro, corte de dedos numa volta de fiel precipitada – cabine arrumada, higiene pessoal refeita.
Fomos então conhecer aquela terra: linda, pouco industrializada e com gente hospitaleira, fizemos bem em escolher esta ilha como primeiro destino.
Vamos passar aqui uns dias agradáveis.
Ia falar com o skipper quando…
E para beber? Era o Sr. Zé a completar o pedido do almoço destes três amigos.
Compreendi: afinal eu não tinha saído de Lisboa e ainda estava em tempo de planeamento de viagem, mas o Sonho era tão grande que logo ali, por momentos, o sonhei.
Dedicado ao PK e à concretização dos teus Sonhos.
Dos teus amigos JS e LR